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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Lição 3.4º Trimestre CPAD 16/10/2016 A ADORAÇÃO APÓS A QUEDA


tEXtO dO dia
SÍNtESE

 "Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que
era justo [...]."
(Hb 11.4)
A adoração a Deus conduz-nos
a uma vida de maior intimidade com o Senhor. Mas, neste percurso, muitas vezes nos deparamos com um perigoso obstáculo, nosso coração mau e teimoso.
Agenda de leitura
SEGUNDA - Gn 4.2
Abel e Caim, duas trajetórias


QUINTA - Gn 4.16
Por seu pecado, Caim não pôde permanecer na presença de Deus
TERÇA - 1 Jo 3.12
Caim, homem de comportamento maligno
SEXTA - Jd 11
Caim, paradigma daqueles que entraram pelo caminho mal
QUARTA - Mt 23.35
Abel, um homem justo
SÁBADO - Hb 12.24
O sangue de Jesus para a obra da salvação
Objetivos
o   DISCUTIR os principais aspectos do relato bíblico sobre Abel e Caim.
o   RELACIONAR os conflitos vivenciados por Caim com as crises que enfrentam aqueles que não têm um coração puro diante de Deus.
o   DEMONSTRAR que as crises que vivenciamos na Igreja estão diretamente ligadas aos nossos relacionamentos com as outras pessoas, nunca com Deus.
Interação
A vida em comunidade é um enorme desafio; são pessoas diferentes, com visões e percepções diversas, unidos por um elemento em comum, no nosso caso, a fé. Pressupõe-se que a Igreja seja um ambiente de construção de relacionamentos sadios, abençoadores e fundamentados em Deus. Mas na verdade, como bem sabemos, nem sempre é assim. A narrativa acerca de Abel e Caim ilustra de maneira primorosa como nossa convivência com outras pessoas pode ser conturbada e traumática. Eram irmãos, orientados a desenvolverem uma espiritualidade viva, todavia, foi exatamente no espaço religioso que o conflito tomou corpo: inveja, insegurança, rancor e raiva encheram o coração de um dos irmãos, enquanto o outro experimentava gratidão, acolhimento, aceitação e paz
Orientação Pedagógica
"Inveja", esta parece ser uma das palavras-chave de nossa lição hoje. Desafie seus educandos a montarem um quadro identificando os comportamentos que podem ser definidos como práticas que tem seu fundamento na inveja. Lembre-se, este deve ser um momento construtivo na aula, não de "lavagem de roupa suja" ou de exposição da vida de uma pessoa específica, antes, instigue-os a partirem da própria experiência pessoal, de seus sentimentos particulares.
Demonstre aos seus educandos que não existe "inveja positiva" e que a raiz de tal sentimento sempre é a vontade de destruição do outro. Se possível, ao final deste momento, realize uma oração, clamando ao Pai por cura e restauração aos corações feridos e machucados pela inveja.
Texto bíblico
Gênesis 4.1-8
1. E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão.
2. E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3. E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
4. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.
5. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
6. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?
7. Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
8. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, vamos analisar um dos mais trágicos textos da Bíblia Sagrada: o fratricídio de Abel por Caim. Dentre as várias maneiras de se estudar este denso relato bíblico, o elemento do culto não pode ser desconsiderado em nenhuma delas. O fio condutor que interliga toda história de Abel e Caim é a adoração. Como compreender que o contexto da adoração a Deus pode fazer tanto bem a alguns e deixar outros tão mal? É sobre isso que pensaremos hoje.

I-ENTRE SACRIFÍCIOS E ASSASSINATOS: OS PRIMEIROS ANOS DEPOIS DA QUEDA
1. A vida além do jardim de Deus. Os primeiros versículos do quarto capítulo do Gênesis concentram-se na apresentação das histórias de Caim, em hebraico eth -"com ajuda de..." e Abel, hébel, que significa "vaidade", "efêmero". Apesar das dores prometidas, da maldição sobre a terra e do esforço redobrado para a subsistência (Gn 3.16-19), Deus não havia abandonado seus filhos como bem reconhece Eva, pois era "com ajuda do Senhor" que a vida continuava após a Queda. Conta-nos o texto que Caim foi lavrador, enquanto Abel pastor de ovelhas. As diferenças entre os filhos de Eva não se limitavam apenas a suas profissões; ambos eram muito diferentes quanto ao caráter (1 Jo 3.12).
2. A adoração presente após a Queda. De maneira absolutamente sucinta a Bíblia relata o acontecimento em Gênesis 4.3-5. Esta é uma típica cena do Antigo Testamento: no fim de um ciclo produtivo, as pessoas desejavam agradecer a Deus pelo bom resultado de seus trabalhos, e apresentavam-se diante do Altíssimo para oferecerem-lhe sacrifícios. Abel, criador de animais, traz o melhor de suas ovelhas. Caim, agricultor, oferece o fruto dos seus campos. Tudo ficaria dentro da normalidade se o escritor do Gênesis não destacasse a intrigante nota: "[...] e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou [...]" (v.4,5). Aqui está um detalhe relevante para nossas discussões a respeito do louvor e adoração que levanta vários questionamentos: Deus não recebe todo tipo de adoração? Como devo louvar para que minha adoração seja aceita? Neste caso a rejeição e a aprovação estão relacionadas aos elementos ofertados ou à vida das pessoas que ofertam?
3. A oferta que revela os corações. Há várias hipóteses que procuram explicar a relação "aceitação-Abel x rejeição-Caim" neste texto. Abel apresentou suas primícias, enquanto Caim trouxe uma parte qualquer de sua produção. O problema se concentraria na importância que cada um deu àquilo que ofertou, o que revelaria o quanto o ato de ofertar seria significativo ou não. Seguindo outra análise, Abel já era um homem justo (Hb 11.4), Caim já era uma pessoa "do maligno" e de más obras (Jd 11), a aceitação-rejeição dos sacrifícios é uma imagem de louvor e denúncia dos comportamentos de ambos. Associar estes acontecimentos exclusivamente à natureza dos elementos ofertados - gordura e sangue de um lado, vegetais do outro - é muito precipitado. Nem a melhor oferta trazida por alguém consegue esconder seu coração diante de Deus.
Pense
Quando apresento minha adoração a Deus, o que meu louvor revela? Inveja, segundas intenções, egoísmo?

Ponto Importante
A Queda foi um terrível acontecimento na história da humanidade, o amor de Deus, entretanto, nunca nos abandonou.

II - QUANDO O MOMENTO DE LOUVOR TORNA-SE MOMENTO DE DOR 
1. Caim não aceitou a verdade. O texto não deixa claro de que modo Caim percebeu a rejeição de Deus para sua oferta. Se foi uma conversa pessoal ou um sinal que repercutiu em seu trabalho no campo, isso não nos é revelado. O fato é que diante da terrível constatação: "O Senhor não recebeu minha adoração!", Caim agravou a situação - irou-se, expôs publicamente sua revolta, mas em momento algum procurou a Deus. Quando estamos diante de Deus, não há máscaras, personagens, mentiras, revelamo-nos em nossa inteireza. Caim não gostou do que viu. Diante da bondade de Deus, o coração mau do filho de Adão veio à tona, e isto entristeceu-lhe. O que Caim deveria ter feito? Deveria ter se humilhando e pedido ajuda do Pai.
2. A adoração como momento de cura e restauração. Quantas pessoas têm o privilégio de serem tão abertamente esclarecidas pela palavra divina como Caim? O ato de Deus para com o filho de Eva não era punição, mas orientação. Tanto que o Senhor preocupa-se em esclarecê-lo e conscientizá-lo sobre os riscos que ele corria se não mudasse de postura (v.6,7). Reconhecer nossos erros não é nada fácil, é custoso, muitas vezes doloroso, mas como nos demonstra o caso de Caim, absolutamente necessário. Por não escutar a voz do Senhor, as consequências para Caim foram desastrosas (v.11,12). Caim não estava "predestinado" a matar Abel, pois o Senhor declarou-lhe o caminho de restauração. É diante de Deus, em adoração, que curamos nossas feridas e recebemos alento e ajuda do céu (2 Co 12.7-10).
3. O que acontece quando não levamos a adoração a sério. Caim não escutou as advertências de Deus. Isto parece ser mais uma prova de seu caráter duvidoso, de sua adoração mecânica e ritualística, que tinha como fim cumprir uma obrigação e não apresentar gratidão. A revelação do Senhor para Caim foi sem arrodeios (v.7). Ele, todavia, não temeu ao Senhor e covardemente assassinou seu irmão. Se continuarmos a leitura do texto, perceberemos que, cinicamente, Caim nega o fratricídio, e demonstra absoluta frieza ao declarar que nada tem a ver com seu irmão e que não é seu "guardador". Quando não consideramos o louvor como algo digno de honra entre nós, nosso coração enche-se de terrível maldade (Is 46.12; Ez 2.1-5). Talvez o pior de tudo isso é quando a maldade extrapola nossos corações e fere quem está perto nós
Pense
Aceitar a verdade é o momento inicial para qualquer tratamento. A fuga da verdade nos enfraquece e constitui uma realidade falsa à nossa vista.

Ponto Importante
Você já foi curado de dores ou feridas na alma enquanto louvava a Deus? A adoração ao Pai é o caminho por excelência para recebermos do céu o remédio necessário e suficiente para restabelecermos nosso bem-estar espiritual.

III- DEUS NÃO FICA INERTE DIANTE DA INJUSTIÇA 
1. A dor do justo (v.8). Esse é o primeiro registro nas Sagradas Escrituras da complexa questão: Por que sofre o justo? Esta indagação percorrerá toda a Bíblia, em inúmeros episódios. Como entender que a malignidade de Caim teve poder para realizar tão brutal ato? Mais ainda, como explicar a morte daquele que agradava ao Pai, sem que este interviesse na história? Estas são questões intrincadas com as quais somos desafiados a tratar diariamente, em nossas cidades, igrejas e famílias. Diante das múltiplas variáveis para responder os porquês, ao menos uma verdade emerge: Deus não fica inerte diante da injustiça. Os "Cains" nunca ficarão impunes! (v. 11-16) Quanto aos "Abéis", nenhuma morte pode enterrar suas bondades e atos de justiça os quais brilharão e servirão de inspiração às novas gerações. Talvez, "Porque o justo sofre?" seja uma pergunta demasiadamente complexa para respondermos, consolemo-nos com uma certeza: o justo nunca será desamparado, nem sua família (Sl 37.25).
2. Conflitos e dores nos espaços de adoração. Nem sempre teremos no ambiente de adoração somente pessoas como Abel, desejosas de oferecer a Deus suas vidas e dons. Entretanto, como Abel, devemos focar nossa vida e adoração para o serviço a Deus. E devemos nos lembrar de que o Senhor conhece aqueles que realmente estão adorando no culto. O amor de Deus é capaz de nos direcionar nos momentos de adoração dentro e fora da congregação. E os que são maus, como Caim, não terão guarida onde os santos vivem (Sl 1.5).
3. Quem feriu quem? Uma última verdade que necessitamos explicitar, acerca de Abel e de sua morte pelas mãos de Caim é a seguinte: Deus não foi o responsável pelo que aconteceu! Há pessoas que, quando sofrem, reputam seu sofrimento a Deus. Ocorre que em um mesmo lugar de adoração podemos ter pessoas com o sentimento de Abel e o sentimento de Caim, mas isso não deve ser motivo para desistir da vida em comunidade. Por isso, não há motivos para abandonar sua comunhão com o Pai. O Senhor nos ama infinitamente (Ef 3.18,19). Se pessoas te decepcionaram, Deus nunca nos desapontará (Sl 94.14).
Pense
O que você tem, dentro de seu campo de ação, feito para tornar sua igreja um local onde pessoas feridas possam encontrar cura e acolhimento para suas vidas?

Ponto Importante
O reconhecimento de relações conflituosas é um passo importante para a construção de um ambiente de cura e restauração.

SUBSÍDIO
"A morte reinou desde que Adão pecou, mas nós não lemos sobre alguém ter sido feito prisioneiro por ela até agora. Assim sendo: O primeiro que morre é um santo, alguém que era aceito e amado por Deus, para mostrar que, embora a semente prometida estivesse muito longe para destruir aquele que tinha o poder da morte assim como para salvar os crentes de seu aguilhão, ainda hoje eles estão expostos aos seus ataques. O primeiro que foi para a sepultura foi para o céu. Mais ainda: O primeiro que morreu foi um mártir, e morreu por sua religião. A morte de Abel não apenas não tem nenhuma maldição em si, mas tem uma coroa. Assim é tão admiravelmente bem alterada uma característica da morte: ela passa a ser apresentada como inócua e inofensiva para aqueles que morrem em Cristo, além de honrosa e gloriosa para aqueles que morrem por Ele. E assim, não estranhemos se nos sobrevier alguma prova ardente, nem recuemos se formos chamados para resistir até o sangue. Porque nós sabemos que existe uma coroa de vida para aqueles que são fiéis até a morte" (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry: Gênesis a Deuteronômio. vol. 1, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. p. 37).

CONCLUSÃO
Partindo do olhar construído durante toda esta lição, podemos afirmar que há dois tipos de pessoas que se apresentam diante do Pai em adoração: Aquelas que reconhecem a soberania dEle, e por isso são capazes de darem o melhor de si; e as outras que não podem dar a Deus o melhor de si porque estão envoltos em maldade e inveja. Para estes há punição, para aqueles Deus destina amor, paz e redenção.
HOra da rEViSãO
1.     Se Deus expulsou Adão e Eva do seu jardim, por que continuou ainda aceitando a adoração destes?
Porque a disciplina pelo pecado do primeiro casal era fruto do amor e cuidado de Deus, não era um sinal de abandono e rejeição.
2.     Dentre as várias possibilidades possíveis, apresente uma explicação para o fato de Deus ter aceitado o sacrifício de Abel e rejeitado o de Caim.
Resposta Pessoal. SUGESTÃO: As obras e o caráter de Abel eram boas, enquanto que a vida e coração de Caim denunciavam sua maldade.
3.     Você concorda com a afirmação: "Quando estamos em adoração diante de Deus, todas as máscaras caem"? Justifique sua resposta.
Resposta Pessoal. Sugestão: Sim, pois diante de Deus, aquEle que habita na imarcescível luz, tudo o que somos manifesta-se.
4.     Esclareça o que acontece quando não consideramos a adoração a Deus como algo importante.
Nosso coração enche-se de terrível maldade. Talvez o pior de tudo isso é quando a maldade extrapola nossos corações e fere o que está perto de nós.
5.     O que você diria a alguém que, como Abel, foi ferido e machucado por prestar uma adoração sincera a Deus?
Nunca abandone sua comunhão com o Pai. O Senhor nos ama infinitamente. Se pessoas lhe decepcionaram, Deus nunca nos desapontará.