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sábado, 12 de março de 2016

Lição 6.8 de Maio de 2016 A LEI, A CARNE E O ESPÍRITO




Lição 6
8 de Maio  de 2016
A LEI, A CARNE E O ESPÍRITO






TEXTO ÁUREO


VERDADE PRÁTICA


"Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado."
(Rm 7.25)
A luta entre a carne e o espírito é uma realidade na vida de todo crente, mas a dependência da graça de Deus fará com que tenhamos uma vida vitoriosa.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Rm 6.2,3
O poder do pecado foi aniquilado por Jesus Cristo e não pela lei.

Quinta - Gl 5.13
Não usemos da liberdade para dar lugar à carne
Terça - Rm 6.11
Nossa antiga natureza está morta, agora estamos vivos para Deus
Sexta - Gl 5.16-21
Já não somos mais dominados pelas obras da carne
Quarta - Rm 6.12
Não podemos permitir que o pecado assuma o controle de nossas vidas
Sabado - Gl 5.22
O fruto do Espírito na vida do crente

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Romanos 7.1-15
1 - Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?
2 - Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
3 - De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for doutro marido; mas, morto o marido, livre está da lei e assim não será adúltera se for doutro marido.
4 - Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.
5 - Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.
6 - Mas, agora, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
7 - Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci  o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
8 - Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado.
9 - E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri;
10 - e o mandamento que era para vida, achei eu que me  era  para morte.
11 - Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou.
12 - Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.
13 - Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.
14 - Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
15 - Porque o que faço, não o aprovo,  pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.
OBJETIVO GERAL


Mostrar que a luta entre carne e espírito é uma realidade na vida de todo crente.

HINOS SUGERIDOS: 155,432,491 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS



Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I.      Explicar a analogia do casamento ilustrada na Lei;
II.     Mostrar a analogia da solidariedade da raça ilustrada em Adão;
III.    Discorrer a respeito da analogia entre carne e espírito
INTERAGINDO COM O PROFESSOR


Na lição de hoje estudaremos o capítulo sete da Epístola aos Romanos. Este capítulo trata a respeito da libertação da Lei. Para que os romanos compreendessem bem o assunto, Paulo faz uma analogia entre a Lei e o casamento. O apóstolo mostra que enquanto o marido viver, a esposa está ligada a ele mediante a lei do matrimônio. Mas, morto o marido a esposa se torna livre, podendo até mesmo contrair novas núpcias. Com esta analogia, Paulo mostra que os salvos em Cristo, pela fé, já estão livres da lei do pecado e agora pertencem a Jesus Cristo. Em Cristo, estamos mortos para a lei do pecado. O apóstolo precisou tratar deste assunto porque os judeus tinham dificuldades de se libertarem das amaras da Lei. Livres da lei do pecado temos condições de nos relacionarmos com Deus e vivermos uma vida de santidade. Segundo Lawrence Richards  "a libertação da Lei não promove o pecado, mas a justiça".
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO


Na lição de hoje estudaremos o papel do cristão em relação à Lei, a carne e o Espírito. Paulo apresenta um estudo a respeito desses temas no capítulo sete. Ele se utiliza de três analogias para discorrer sobre os assuntos: a analogia do casamento, a analogia de Adão no paraíso e a analogia da carne versus o espírito.
Como devemos nos comportar diante da lei? Como explicar, que mesmo depois de já termos recebido a graça de Deus, passamos por conflitos espirituais internos? O que isso significa? É o que vamos procurar responder neste estudo.
PONTO CENTRAL


Jesus Cristo nos libertou do jugo da Lei, do pecado e das obras da carne, por isso, podemos andar em Espírito.

I - A LEI ILUSTRADA NA ANALOGIA DO CASAMENTO (Rm 7.1-6)


1. A metáfora do casamento. O apóstolo Paulo mostra que homem algum pode ser salvo pela Lei, até mesmo aqueles que a guardam com zelo e devoção. Aqueles que já possuem uma nova natureza também não serão guardados do pecado por observarem a Lei. A insistência de Paulo, que se estende desde o capítulo seis com respeito à função da Lei, agora o conduz a usar o casamento como uma analogia que contrasta o viver através dos preceitos da Lei e a nova vida em Cristo (Rm 7.1). Paulo usou o casamento para mostrar o nosso relacionamento com a Lei. O apóstolo ressalta que o contrato de casamento perde sua validade quando um dos cônjuges morre. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, "ao morrermos com Cristo, a Lei não pode mais nos condenar; estamos unidos a Cristo".
2. A metáfora da mulher viúva. Os versículos 2 e 3 do capítulo 7, concluem a analogia do apóstolo a respeito do casamento. Paulo afirma que vivendo o marido, se a mulher se casar novamente com outro homem, ela será considerada adúltera. Mas, se o marido morrer ela está livre para se casar novamente. A intenção era mostrar que a morte de Cristo na cruz, e os cristãos juntamente com Ele (Ef 2.5,6), rompeu os votos de obediência aos preceitos legais da lei mosaica (Rm 7.4).
3. Mortos para a lei. A expressão "mortos para a lei pelo corpo de Cristo" é entendida pelos intérpretes como uma referência à morte de Cristo e a nossa identificação com Ele. O biblicista C. Marvin Pate observa que "Paulo usa a analogia da morte de um cônjuge no casamento para ilustrar a morte do crente para a lei, pelo fato de ele estar unido com Cristo (Rm 7.1-6)".
SÍNTESE DO TÓPICO I


Paulo utiliza a analogia do casamento para mostrar que fomos libertos do jugo da Lei e do pecado.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO


"Livre
Um cônjuge não está mais ligado pela lei matrimonial com o consorte falecido. A morte liberta a ele ou a ela dessa lei. Semelhantemente, a morte de Cristo, que compartilhamos em nossa união com Ele, nos liberta de todas as obrigações legais constantes na Lei de Deus.
Algumas pessoas ficam atemorizadas com a ideia de que o cristão não tem obrigação alguma de guardar a Lei. Paulo deixa claro que precisamos estar livres dessas obrigações. Por quê? A Lei diz respeito à nossa natureza pecaminosa e proclama: 'Não'. O resultado não foi uma repreensão do desejo de pecar, mas o surgimento de nossas paixões pecaminosas. Pecamos, ao 'produzir frutos da morte'. Deus agora nos chama para nos relacionarmos diretamente com Ele através do Espírito. O Espírito falará à nossa natureza, nos estimulando a servir e, assim, a 'produzir frutos para Deus' (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.743.
CONHEÇA MAIS



*A Lei
"A Lei de Deus, em Romanos 7, é a revelação do Antigo Testamento dos padrões de comportamentos morais de justiça. No entanto, a 'lei' que Paulo descobre estar agindo em sua personalidade é o 'princípio universal' do pecado e da morte que escraviza os seres humanos decaídos. Nesse capítulo, Paulo explora o relacionamento entre a Lei de Deus e a lei (princípio) do pecado. Ele expressa seu sentimento de desesperança na medida em que tenta responder à Lei de Deus, mas, no meio disso, está o pecado a impedi-lo. Em 8.2, Paulo apresenta outra 'lei' (princípio universal) que resolve o seu problema e o nosso."
Para conhecer mais leia Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 743.

II - ADÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA DA SOLIDARIEDADE DA RAÇA (Rm 7.6-13)


1. De volta ao paraíso. Paulo considerava Adão o cabeça e o representante da humanidade. A sua Queda levou todos os homens a caírem com ele. Aqui o objetivo do apóstolo é vincular a desobediência de Adão à humanidade. Adão pecou, logo todos pecaram. Uma leitura cuidadosa das palavras de Paulo em Romanos 7 a 11 mostrará a estreita relação que elas têm com os fatos ocorridos em Gênesis capítulo 3. Por exemplo, a expressão não "cobiçarás" é uma alusão a Gênesis 3.1-6. Por outro lado, as palavras de Paulo "eu vivi sem lei" (Rm 7.9), só têm sentido se aplicado na vida de Adão, pois Paulo como fariseu e judeu que era vivia a lei desde a infância (2 Tm 3.15). Aqui Paulo, como ser humano, se via em Adão. As expressões "eu morri" e o "pecado me enganou" ganham paralelo com Gênesis 2.17 e 3.13.
2. Lembranças do Sinai. Outra razão, no entendimento de muitos intérpretes da Bíblia, que levou o apóstolo a se ver em Adão está na crença judaica de que o primeiro homem viveu os princípios da Torá (lei), mesmo tendo existido muito antes da sua promulgação no Sinai. De fato, essa é uma crença muito bem documentada na literatura rabínica. Filo de Alexandria, filósofo judeu, por exemplo, dizia que a cobiça, pecado praticado por Adão no paraíso, era a raiz de todos os males.
3. A lei dada a Adão. O fato é que Adão estava debaixo do mandamento, da ordenança de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17). A intenção do apóstolo é fazer um paralelo entre o Paraíso e o Sinai, entre a lei de Moisés e a ordenança que foi dada a Adão. O mandamento que foi dado a Adão para trazer vida se converteu através da ação da antiga serpente, personificação do Diabo, em morte. Da mesma forma, a Lei de Moisés que foi dada para trazer vida, mas o pecado, como personificação do mal, a transformou em um instrumento de morte.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Paulo mostra que Adão é o cabeça e representante da raça humana. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO


Professor, reproduza o esquema abaixo e utilize-o para enfatizar o que dispomos como descendência de Adão e como filhos de Deus.

COMO FILHOS DE ADÃO
COMO FILHOS DE DEUS
Ruína (5.9)
Salvação (5.8)
Pecado (5.12,15,21)
Justiça (5.18)
Morte (5.12,16,21)
Vida eterna (5.17,21)
Separação de Deus (5.18)
Relacionamento com Deus (5.11,19)
Desobediência (5.12,19)
Obediência (5.19)
Punição (5.18)
Libertação (5.10,11)
Lei (5.20)
Graça (5.20)

(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.1560).

III - O CRISTÃO ILUSTRADO NA ANALOGIA ENTRE CARNE E ESPÍRITO (Rm 7.14-25)


1. A santidade da lei. Um interlocutor atento poderia argumentar que o apóstolo estaria desqualificando a Lei, reduzindo-a a algo extremamente mal. Paulo se adianta e responde: "Assim, a lei é santa; e o mandamento santo, justo e bom" (Rm 7.12). Não há nenhum problema com a Lei. A Lei é boa e seu propósito também. O problema, portanto, não estava na Lei, mas naqueles que se regiam por ela. Como o apóstolo já havia argumentado, o problema estava dentro do homem, no pecado que habitava nele, e não na existência de uma lei externa (Rm 7.18).
2. A malignidade da carne. Não há dúvida que todo cristão entende bem essas palavras de Paulo em Romanos 7.22,23. Essas palavras revelam o conflito entre a nossa nova natureza em Cristo e o "velho homem" residente em nós. É a guerra entre a carne e o espírito. A quem essas palavras de Paulo se destinam? O contexto parece não deixar dúvidas de que Paulo tinha em mente os crentes que, pelo fato de serem cristãos, acreditavam que poderiam viver vitoriosamente sem o Espírito Santo. Embora Paulo tenha deixado para tratar sobre o ministério do Espírito Santo no capítulo 8 de Romanos, ele já chama aqui a atenção para o viver "em novidade do Espírito" (Rm 7.6) como forma de vencer as inclinações da carne.
3. A velha natureza. Nossa antiga natureza está constantemente tentando rebelar-se contra Deus. Não temos como lutar contra o pecado usando a nossa força. O Espírito Santo, que habita em nós, ajuda-nos a vencer a velha natureza.
SÍNTESE DO TÓPICO III


Paulo faz uma analogia para mostrar a luta da carne com o Espírito.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO


 "O conflito entre a Lei e o pecado (7.14-25)
Esse conflito é inevitável. Duas leis se chocam - a lei do pecado e a lei de Deus. Podemos chamá-las de lei carnal e lei espiritual. Entretanto, esse conflito pode ser facilmente dominado pelo crente, se ele dominar o pecado pela lei espiritual. O campo de batalha entre essas duas forças é interior ao homem. Paulo ilustra o coração como o interior de nossas vidas para mostrar esse conflito.
A lei é espiritual (v. 14). Mais uma vez o apóstolo declara que o problema não está na lei de Deus, mas na natureza pecaminosa do homem. Quando ele declara 'sou carnal' está, na verdade, dizendo que ele é feito carne, isto é, sujeito à lei do pecado que opera na carne. Ele diz, também, que é 'vendido sob o pecado', ou, à escravidão do pecado. Significa que, queira ou não, está na sua carne, a tendência pecaminosa que o escraviza a faz de sua natureza pecaminosa a sede de operações para o pecado. Essa escravidão envolve toda a personalidade do homem. Porém, esse envolvimento encontra uma barreira para o domínio total do pecado, que é a lei espiritual.
O conflito entre lei e o pecado (v.15). Nestas palavras o apóstolo se sente o centro do conflito no seu interior, e não consegue entender porque pratica certos atos que contrariam sua real vontade. Ele vê o conflito entre o bem e o mal, e, às vezes, esse conflito é tão intenso que ele não consegue descobrir o 'porquê' desse conflito que o leva fazer certos atos" (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.85,86).
CONCLUSÃO


Mesmo vivendo debaixo da graça o crente experimenta o conflito entre sua antiga natureza e sua nova vida em Cristo. Como viver uma vida nova, se a velha vida ainda continua querendo ocupar seu antigo espaço? A resposta do crente está na compreensão de que a solução a esse conflito está em responder positivamente à nova vida espiritual, dependendo inteiramente da graça de Deus.

PARA REFLETIR


A respeito da Carta aos Romanos, responda:

·         O que Paulo desejava mostrar com a metáfora do casamento?
·         Paulo desejava mostrar que homem algum pode ser salvo pela Lei, até mesmo aqueles que a guardam com zelo e devoção. Paulo usou o casamento para mostrar o nosso relacionamento com a Lei. O apóstolo ressalta que o contrato de casamento perde sua validade quando um dos cônjuges morre. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal "ao morrermos com Cristo, a Lei não pode mais nos condenar; estamos unidos a Cristo".
·         Como pode ser entendida a expressão "mortos para lei pelo corpo de Cristo"?
A expressão "mortos para a lei pelo corpo de Cristo" é entendida pelos intérpretes como uma referência à morte de Cristo e a nossa identificação com Ele.
·         Segundo Paulo, quem é o cabeça da raça humana?
·         Paulo considerava Adão o cabeça e o representante da humanidade.
·         Segundo Paulo, a lei e seus propósitos são bons?
Sim. A Lei é boa e seu propósito também. O problema, portanto, não estava na Lei, mas naqueles que se regiam por ela.
·         Quem pode nos ajudar no embate contra a velha natureza?
O Espírito Santo, que habita em nós. 
CONSULTE


Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 66, p39.
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