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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Lição 13 . 29 de Março de 2015 A Igreja e a Lei de Deus


Lição 13
29 de Março  de 2015
A Igreja e a Lei de Deus

TEXTO ÁUREO
"Anulamos, pois, a lei pela fé?  De maneira nenhuma! Antes,  estabelecemos a lei."
(Rm 3.31)

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Jesus definiu de maneira clara a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.


LEITURA DIÁRIA
Segunda – Ne 10.28,29
A lei de Deus é a mesma lei de Moisés, o servo do Senhor
Terça – Mc 7.9-13
O Senhor Jesus reconhecia a lei como a Palavra de Deus
Quarta – Lc 24.44
O Senhor Jesus é o centro e o cumprimento da lei e dos profetas
Quinta – Mt 23.23
Nem todos os mandamentos têm o mesmo peso para o nosso Deus
Sexta –  Rm 10.4
A lei testemunhava de antemão a salvação em Cristo
Sábado – Jr 31.33
Cristo imprimiu a lei no mais profundo do coração humano

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 5.17-20; Romanos 7.7-12

OBJETIVO GERAL
Ressaltar o fato de que Jesus definiu, de maneira clara, a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. 
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I.Mostrar o que significa "cumprir a lei".
II.Explicar que Jesus viveu a lei.
III.Ressaltar que a lei não pode ser revogada.
IVEnfatizar que a lei e o evangelho se completam.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, com a graça de Deus, chegamos ao final do trimestre. Esperamos que cada lição tenha contribuído para o seu crescimento espiritual  e de seus alunos.
É importante que nesta última lição você enfatize que ninguém pode ser justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). O Decálogo nunca teve a função de salvar, mas de conduzir as pessoas a Cristo, o único que cumpriu toda a lei (Gl 3.11, 24). A lei veio para apontar e condenar o pecado do homem (Rm 3.20; 7.7). A única maneira pela qual a humanidade pode ser redimida é pela fé em Jesus Cristo. Contudo, não podemos nos esquecer de que a fé em Jesus é a chave para o cumprimento da lei.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A "lei de Deus" no presente estudo diz respeito a todo o Pentateuco e não apenas aos Dez Mandamentos, pois o Decálogo é parte da lei. A lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, pois trata de profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. Há nela a base e a estrutura social e política do Estado. É inegável a sua contribuição na legislação de todos os povos da terra, daí a sua influência no Estado e na Igreja.

I. O QUE SIGNIFICA "CUMPRIR A LEI"?

1. Completar a revelação. Jesus disse que veio cumprir a lei e os profetas (5.17). O que significa isso? O verbo grego para "cumprir" é pleroo e significa "cumprir, completar, encher". Devemos recordar o sentido de torah, estudado na lição 1, como instrução revelada no Sinai. Ao longo do trimestre, vimos os aspectos teológico e ético do Decálogo. O Antigo Testamento contém instrução e doutrina sobre Deus, o mundo e a salvação, mas sua revelação é parcial. A manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação (Hb 1.1,2).
2. Cumprimento das profecias. Jesus iniciou o seu ministério terreno dizendo: "o tempo está cumprido" (Mc 1.14,15). Diversas vezes encontramos no Novo Testamento, a declaração como: "Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura" (Jo 19.36), ou fraseologia similar, principalmente no Evangelho de Mateus (Mt 1.22; 2.17,19; 4.14) dentre outras citações. As profecias se cumpriram em Cristo.
3. O centro das Escrituras. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença de Cristo na história da redenção. O Espírito Santo conduziu a Revelação na vida do povo israelita de tal maneira que os apóstolos puderam observar cada pormenor na vida e no ministério terreno do Senhor Jesus Cristo. A ideia cristológica está completamente embutida na lei e nos profetas. Todo o pensamento bíblico gira em torno de Jesus (Rm 1.2; 10.4). Todo o Antigo Testamento converge para o Senhor Jesus; Ele mesmo reconhecia isso (Lc 24.44). 

PONTO CENTRAL
Ninguém pode ser salvo pelas obras da lei, porém ela é para os crentes em Jesus Cristo.

SÍNTESE DO TÓPICO I
As profecias se cumpriram em Cristo e, por isso, as Escrituras  expôem que toda Lei foi cumprida em Jesus. 
II. O SENHOR JESUS VIVEU A LEI 
1. Preceitos cerimoniais. Veja a explicação dos preceitos cerimoniais, civis e morais na lição 2 e seu cumprimento na vida e na obra de Cristo. O Senhor Jesus cumpriu o sistema cerimonial da lei na sua morte (Mt 27.50,51; Lc 24.46). As instituições de Israel com suas festas, os holocaustos e os diversos tipos de sacrifícios da lei de Moisés eram tipos e figuras que se cumpriram em Cristo (Hb 5.4,5; 1 Co 5.7). Assim, as cerimônias cessaram, mas o significado foi confirmado (Cl 2.17). 
2. Preceitos civis. Lutero dizia que a função civil da lei ainda continua para manter a ordem e o bem-estar da sociedade. Segundo Martyn Lloyd-Jones, Jesus cumpriu também o sistema jurídico da lei. Com sua morte, Ele transferiu os privilégios de Israel para a Igreja (Êx 10.6,7; 1 Pe 2.9,10). Jesus disse às autoridades judaicas que "o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos" (Mt 21.43). Com isso, Israel deixou de ser um Estado Teocrático. A Igreja é a plataforma de Deus na Terra para anunciar a verdade (1 Tm 3.15).
3. Preceitos morais. Os Dez Mandamentos são representados pelos dois grandes mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-33). Na verdade, toda a lei e os profetas nisso se resumem (Mt 22.40). Trata-se de uma combinação de duas passagens da lei (Dt 6.4,5; Lv 19.18). São preceitos que foram resgatados na Nova Aliança e adaptados à graça, de modo que a Igreja segue a lei de Cristo, a lei do amor, e não o sistema mosaico (Rm 6.14; 13.9,10; Gl 5.18). O Senhor Jesus cumpriu todos esses mandamentos durante a sua vida terrena.
SÍNTESE DO TÓPICO II
Jesus Cristo viveu toda a Lei. 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Para iniciar o tópico faça a seguinte pergunta: "Jesus aboliu a lei?" Ouça os alunos e em seguida peça que leiam Mateus 5.17,18. Em seguida, explique que esse texto mostra a expressa e total obediência de Jesus à lei do Antigo Testamento, pois a lei não pode ser anulada. 
Mostre que a "lei que o crente é obrigado a cumprir consiste nos princípios éticos e morais do Antigo Testamento (Rm 3.31; Gl 5.14); bem como nos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos (1 Co 7.19; Gl 6.2). Essas leis revelam a natureza e a vontade de Deus para todos e continuam em vigor. As leis do Antigo Testamento destinadas à nação de Israel, tais como as leis sacrificais, cerimoniais, sociais ou cívicas, já não são obrigatórias (Hb 10.1-4)" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1393).

Nenhuma parte da lei passará, nenhuma letra ou parte dela ficará em desuso até que tudo se cumpra. 

III. A LEI NÃO PODE SER REVOGADA
1. Jesus revela seu pensamento sobre a lei. Talvez o discurso de Jesus sobre as bem-aventuranças tivesse deixado dúvida sobre a posição de Cristo a respeito da lei e dos profetas. Ele não era um reacionário; nasceu conforme a lei e viveu de acordo com ela (Lc 2.21-24; 4.15,16; Gl 4.4). Jesus falou de maneira direta que não veio revogar a lei e nem os profetas, mas veio para os cumprir (Mt 5.17). Havia chegado o momento de esclarecer seu pensamento sobre a lei.
2. "Até que o céu e a terra passem". Jesus disse que "até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5.18). O jota é a menor letra do alfabeto hebraico; ocupa a metade da linha na escrita, é a décima letra e se chama iode. O til é um sinal diacrítico para distinguir uma letra da outra. Nenhuma parte da lei passará, nenhuma letra ou parte dela ficará em desuso até que tudo se cumpra. Como disse o pastor John Stott, "a lei tem a duração do universo".
3. O menor mandamento (Mt 5.19). Há muita discussão sobre esta questão. Uns acham que Jesus se referia ao jota e ao til; outros, aos preceitos cerimoniais. Havia longos debates entre os rabinos da época sobre os mandamentos mais leves e mais pesados. Eles consideravam mandamento leve não tomar a mãe com os filhotes num ninho (Dt 22.6). Parece existir, sim, na lei, mandamento de maior ou de menor significância (Mt 23.23). Porém, não é disso que Jesus está falando aqui, pois o enfoque é sobre o anular a autoridade da lei e ensinar que ela pode ser ignorada. O verbo grego é lyo, cuja ideia básica é "desatar, desamarrar, soltar", empregado mais adiante para "anular" (Jo 10.35). 

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo não veio revogar a lei, pois ela não pode ser anulada.

IV. A LEI E O EVANGELHO
1. O papel da lei. Ninguém é justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). A função dela não é salvar, mas nos conduzir a Cristo (Gl 3.11,24). Ela veio para revelar e condenar o pecado (Rm 3.20; 7.7). Deve o cristão anular a lei? A resposta paulina é: "De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei" (Rm 3.31). O que isso significa? Que a fé cristã não é antinomianista, do grego anti "contra"; nomos, "lei". Isso diz respeito aos que erroneamente pregavam que a graça dispensa a obediência. O apóstolo refutou tal ideia a vida inteira (Gl 5.13).
2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado. O termo "lei" na língua hebraica é torá, e isso já foi estudado na lição 1. Ali aprendemos também que esta palavra vem de um verbo que significa "instruir, ensinar". Por essa razão, a palavra "lei", às vezes, refere-se às Escrituras Sagradas (1 Co 14.21). Esse parece ser o sentido aqui, pois o apóstolo Paulo estava falando do Antigo Testamento (Rm 3.19). Porém, a possibilidade de uma aplicação ao Pentateuco não é descartada, nesse caso, pois a frase "antes, estabelecemos a lei" (Rm 3.31b) não significa servidão ao sistema mosaico, mas que a fé confirma a lei, visto que o Evangelho justifica aqueles a quem a lei condena (Rm 8.4; 13.10).
3. A justiça dos fariseus. Jesus não está desafiando os seus discípulos a seguirem os escrúpulos legalistas dos escribas e fariseus quando afirma: "se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus" (Mt 5.20). Antes, ensina que a vida no Espírito requer comunhão com Deus de maneira abundante e profunda, e assim sendo, nenhum dos rabis a experimentou (Rm 8.8-11).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, explique aos alunos que "Deus proíbe a cobiça de todo tipo quando fala da casa do vizinho, de sua esposa, servo, boi, jumento ou de qualquer coisa que lhe pertença (Êx 20.17). O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5) ou adoração a deuses e posses, e a condena junto com outros pecados. O Senhor Jesus viu cobiça no jovem rico quando lhe citou os seis mandamentos da segunda tábua da lei, e então o desafio ao décimo mandamento ao ordenar que ele vendesse tudo que tinha e desse o dinheiro aos pobres" (Dicionário Wycliffe, CPAD, p. 428).

CONCLUSÃO
Encerramos o trimestre conscientes de que Jesus não revogou a lei, mas a cumpriu. Aprendemos também que não há discrepância entre Jesus e Moisés e que a lei permanece até a consumação dos séculos, pois a fé cristã não é antinomianista e muitos preceitos do sistema mosaico reaparecem no Novo Testamento, mas adaptados à graça, pois fomos libertos da lei (Rm 3.28; Gl 5.1).

PARA REFLETIR
Sobre o décimo mandamento:

O que significa cumprir a Lei?
Significa que a manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação.
Devemos seguir a lei de Cristo, a do amor, ou o sistema mosaico?
A lei mosaica se completa na lei de Cristo e do amor.
Jesus não revogou a lei. Mas o que Ele fez?
Ele viveu no seu dia a dia toda a lei. 
O que é vida no Espírito? 
A vida no Espírito é ter comunhão com Deus de maneira abundante e profunda.
Fale um pouco sobre a relação da lei com a graça.
A lei serviu para apontar o pecado e mostrar que homem algum poderia se tornar justo diante de Deus. A graça é favor imerecido. Éramos pecadores e não merecíamos o amor de Deus, mas Ele nos amou e nos livrou do pecado e do jugo da condenação que estava sobre nós.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.42. 

LIÇÃO 13 - A igreja e a lei de Deus
Quando Jesus de Nazaré veio ao mundo terreno, Ele mostrou que a principal razão da sua vinda era esta: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10). Jesus de Nazaré é a Palavra encarnada. É o cumprimento de toda a lei: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas (Mt 22.34-40)”. Não podemos fazer com a Lei de Cristo o que os escribas fizeram com os Dez Mandamentos: Atentar para a dureza da Lei e esquecer-se do olhar amoroso que ela nos demanda.
Mais importante que obedecer a letra é alcançar o espírito da Lei, que é Cristo. Assim o apóstolo Paulo ratifi ca: “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.9,10). Quer cumprir a Lei de Deus de todo coração? Ame! Contra o amor não há lei. Por quê? O amor é o cumprimento da lei. Em vez de decorarmos uma lista de “pode não pode”, devemos fazer tudo baseado no amor — naturalmente a Bíblia não se refere ao amor romântico das telas de Hollywood, mas à disposição de se fazer o que tem de ser feito em favor do outro, segundo o Evangelho —, então cumpriremos a lei de Deus na íntegra. O nosso Senhor resumiu toda a lei ao dizer que o seu objetivo é levar os homens à plenitude do amor. Aqui está o seu signifi cado: “E disto demanda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40).
Precisamos relembrar que o Decálogo tem uma divisão natural que versa sobre o relacionamento do homem com Deus e do homem com o seu próximo. A nossa relação com a lei de Deus deve se dá nestes termos: vertical, amando a Deus de todo coração e alma; horizontal, amando o próximo como a si mesmo. Mais do que quaisquer perspectivas de interpretação, o mais importante é nos conscientizarmos da importância dos princípios eternos de Deus revelados na sua Palavra e interpretados pela pessoa bendita de Jesus de Nazaré. Por isso, toda leitura do Antigo Testamento precisa e deve ser feita tendo Jesus como a chave hermenêutica da nossa leitura e interpretação.
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