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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Lição 11. 15 de Março de 2015 Não Darás Falso Testemunho

 Lição 11
15 de  Março  de 2015  
Não Darás Falso Testemunho

TEXTO ÁUREO
"Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa." 
(Êx 23.1)

VERDADE PRÁTICA
O nono mandamento proíbe a 
mentira, o mexerico e o testemunho falso contra o próximo tanto no dia 
a dia como nos tribunais.


LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lv 19.11,16
O mexerico está incluído no nono mandamento
Terça – Sl 109.2
O falso testemunho e a mentira são estilo de vida do ímpio
Quarta – Pv 6.16-19
A falsa testemunha está entre as sete coisas que Deus aborrece e abomina
Quinta – Mt 19.18
O Senhor Jesus ratificou o nono mandamento 
Sexta – Rm 13.9
O apóstolo Paulo reafirma: pecado é dizer falso testemunho
Sábado – 2 Co 12.20
É dever do cristão permanecer longe de mexericos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.16; Deuteronômio 19.15-20

OBJETIVO GERAL
Apresentar o nono mandamento, ressaltando que Deus proíbe a mentira, o mexerico e o testemunho falso contra o próximo, tanto no dia a dia como nos tribunais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. 
Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub tópicos.

I .Tratar a abrangência e o objetivo do nono mandamento.
II. Mostrar o que a legislação mosaica diz a respeito do falso testemunho.
III. Ressaltar que o Deus verdadeiro deseja tão somente a verdade.
IV. Enfatizar o cuidado que devemos ter com relação à mentira


INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito do nono mandamento. Com este mandamento aprendemos que Deus se importa com o que sai da nossa boca. Por isso, precisamos ter cuidado. Deus é a Verdade e deseja que nossos relacionamentos sejam pautados na verdade. Atualmente, com o advento das redes sociais, um comentário maldoso e mentiroso pode trazer danos irreparáveis, devido ao número de pessoas que terão acesso a ele.  Algumas pessoas já cometeram suicído depois de terem sido vítimas de calúnia e difamação nas redes sociais. No Antigo Testamento, a lei determinava que aquele que cometeu tal delito, o falso testemunho, deveria pagar com a própria vida. A violação do nono mandamento é um atentado contra o próximo e contra o Criador. É um pecado grave na lei divina e um crime na lei dos homens, porém, muitos não se dão conta disso. 

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O nono mandamento se aproxima do terceiro, pois envolve a questão da mentira. "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" não se refere apenas ao depoimento num tribunal, mas também ao relacionamento diário com aqueles à nossa volta. Aqui temos uma lição para os que agem, ainda que inconscientemente, como se o pecado se restringisse a assassinato, adultério e furto. Ninguém deve pensar que a mentira e o falso testemunho são menos graves que os demais pecados citados no Decálogo. A Bíblia coloca no mesmo nível todo aquele que tem a mentira como estilo de vida.

I. O NONO MANDAMENTO

1. Responder em juízo. O mandamento "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20.16; Dt 5.20) reflete o aspecto legal e isso é conhecido pelos termos usados e por sua regulamentação na lei. O verbo "dizer", anah, em hebraico, "responder", abrange amplo significado. É usado para indicar o ato de declarar solenemente (Gn 41.16; Dt 27.14), de testemunhar a favor (Gn 30.33) ou contra (2 Sm 1.16). A resposta, aqui, diz respeito aos interrogatórios na corte. Essa característica forense aparece na legislação sobre o tema (Êx 23.2; Dt 19.16-19).
2. Falso testemunho. O termo hebraico ed, "testemunho", emedshaw, literalmente "testemunho vão" (Dt 5.20), ou edshaqer, "falso testemunho" (Êx 20.16), diz respeito a uma mentira, a uma declaração conscientemente falsificada. O termo hebraico shaw, "vão, inutilmente, à toa" (veja lição 5), indica algo sem valor, irreal no aspecto material e moral. Aqui se trata de alguém que fala em vão, sem fundamento, que faz acusação sem validade e sem consistência, portanto falso. A tradução de Deuteronômio 5.20, na Septuaginta, acrescenta "com testemunho falso", assim: "Não testemunharás falsamente contra o teu próximo com testemunho falso".
3. O próximo. É a primeira vez que o termo aparece no Decálogo. O próximo, em hebraico, rea, indica outra pessoa, vizinho, amigo, parceiro. Essa palavra se refere aos israelitas (Lv 19.18), mas o Senhor Jesus a aplicou a todas as pessoas em seu pronunciamento sobre o segundo e grande mandamento (Mt 22.39). Todavia, a lei já contemplava nessa palavra os estrangeiros (Lv 19.34). Assim, nosso próximo é qualquer pessoa ou eu mesmo, pois devo também ser um próximo, isso está claro quando Jesus manda o judeu e doutor da lei imitar o samaritano (Lc 10.36,37).

PONTO CENTRAL
A mentira e a falsidade aborrecem a Deus e prejudicam o próximo.  
SÍNTESE DO TÓPICO I
A finalidade do nono mandamento é erradicar a mentira, a calúnia e a falsidade.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, faça a seguinte indagação: "O que significa reputação?" Incentive a participação de todos e ouça os alunos. Explique que reputação é "o conceito, estima, renome que alguém tem num determinado grupo". Diga que a finalidade do nono mandamento era justamente proteger a reputação do próximo. Em seguida, faça outra indagação: "Como podemos cuidar da reputação do nosso próximo?" Ouça os alunos e diga que uma das maneiras é não mentir ou fazer comentários maldosos a respeito dos irmãos..

II. O PROCESSO
1. Responder em juízo. O mandamento "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20.16; Dt 5.20) reflete o aspecto legal e isso é conhecido pelos termos usados e por sua regulamentação na lei. O verbo "dizer", anah, em hebraico, "responder", abrange amplo significado. É usado para indicar o ato de declarar solenemente (Gn 41.16; Dt 27.14), de testemunhar a favor (Gn 30.33) ou contra (2 Sm 1.16). A resposta, aqui, diz respeito aos interrogatórios na corte. Essa característica forense aparece na legislação sobre o tema (Êx 23.2; Dt 19.16-19).
2. Falso testemunho. O termo hebraico ed, "testemunho", emedshaw, literalmente "testemunho vão" (Dt 5.20), ou edshaqer, "falso testemunho" (Êx 20.16), diz respeito a uma mentira, a uma declaração conscientemente falsificada. O termo hebraico shaw, "vão, inutilmente, à toa" (veja lição 5), indica algo sem valor, irreal no aspecto material e moral. Aqui se trata de alguém que fala em vão, sem fundamento, que faz acusação sem validade e sem consistência, portanto falso. A tradução de Deuteronômio 5.20, na Septuaginta, acrescenta "com testemunho falso", assim: "Não testemunharás falsamente contra o teu próximo com testemunho falso".
3. O próximo. É a primeira vez que o termo aparece no Decálogo. O próximo, em hebraico, rea, indica outra pessoa, vizinho, amigo, parceiro. Essa palavra se refere aos israelitas (Lv 19.18), mas o Senhor Jesus a aplicou a todas as pessoas em seu pronunciamento sobre o segundo e grande mandamento (Mt 22.39). Todavia, a lei já contemplava nessa palavra os estrangeiros (Lv 19.34). Assim, nosso próximo é qualquer pessoa ou eu mesmo, pois devo também ser um próximo, isso está claro quando Jesus manda o judeu e doutor da lei imitar o samaritano (Lc 10.36,37).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A legislação mosaica não somente punia alguém que furtou, mas protegia a vida do ladrão e fazia com que ele restituísse suas vítimas, prezando pela paz.

III. SOBRE OS DANOS MATERIAIS
1. Animal solto. Aqui a lei fala sobre responsabilidade de cada um pelo bem-estar da sociedade. Quem possui animais deve ter o cuidado para não perturbar o vizinho. O texto se refere à destruição no campo, na lavoura ou nas demais plantações. O dono do animal é condenado pela lei a indenizar o proprietário prejudicado com o melhor de seu campo, visto que o estrago no campo, ou na vinha do outro, não foi voluntário, ele apenas largou o animal deixando-o solto (Êx 22.5). 

 Assim, nosso próximo é qualquer pessoa ou eu mesmo, pois devo também ser um próximo..

2. A queimada involuntária. A lei responsabiliza o culpado pela destruição da propriedade, ou lavoura de outrem por descuido que tenha levado o fogo a queimá-la (Êx 22.6). O responsável pelo estrago tem de reparar os prejuízos indenizando o proprietário prejudicado. Havia na Palestina cerca de setenta espécies de espinhos que serviam de muros divisórios de propriedades e rodeavam plantações de trigo (Is 5.5). Isso gerava também conflitos na demarcação de terras (Dt 19.14; 27.17; Pv 22.28).
3. O furto e o ladrão. A lei aqui trata da guarda de dinheiro e bens. O termo usado para "prata", em hebraico, é kessef, "dinheiro" e "objetos", e kelim, "artigos, utensílios, vasos", traduzido também por "traje, roupa, veste" (Dt 22.5). Se alguma dessas coisas estiver sob a proteção de alguém e for roubada, o ladrão retribuirá em dobro caso seja descoberto (Êx 22.7). Mas, se o autor do furto não for encontrado, o responsável pela custódia terá de provar sua inocência diante dos juízes (Êx 22.8).

SÍNTESE DO TÓPICO III
O Deus da Verdade exige tão somente a verdade.

 A violação do nono mandamento pode destruir a reputação e o bom nome que alguém levou uma vida inteira para construir.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, explique aos alunos que a lei de Deus e as do nosso país reprovam o falso testemunho. Esclareça que de acordo com o código penal brasileiro "o crime de falso testemunho, consiste em fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha em processo judicial, policial ou administrativo. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, ainda que a oferta não seja aceita" (Fonte: www.jusbrasil.com.br)..

IV. O CUIDADO COM A MENTIRA
1. As testemunhas. Ninguém podia ser acusado por uma só testemunha, pois a lei exige duas ou três testemunhas (Dt 19.15-20). Era a garantia de um julgamento justo. Mas nem sempre isso era possível. Nabote foi acusado, julgado e condenado conforme a lei, mas era inocente, pois as testemunhas eram falsas (1 Rs 21.13). O Senhor Jesus foi vítima de testemunhas falsas (Mc 14.56), da mesma forma que Estêvão (At 6.13). Mesmo com todo o rigor da lei, nunca faltou na história quem se dispusesse a testemunhar falsamente.
2. Os danos. A violação do nono mandamento é um atentado contra a honra e pode destruir a reputação e o bom nome que alguém levou uma vida inteira para construir. Seus efeitos maléficos podem ainda levar a pessoa à morte ou à prisão, destruir casamentos e arruinar famílias. É um pecado grave do qual muitos ainda não se deram conta. A pena contra a falsa testemunha em Israel era a morte; tal pessoa receberá o mesmo que ela tentou fazer ao seu próximo: "será condenado, e o castigo dele será o mesmo que ele queria para o outro" (Dt 19.19, NTLH). Será aplicada a lei de talião (Êx 21.23-25).
3. O pecado da mentira. Quem já viu um irmão ser disciplinado ou cortado da comunhão da Igreja pelo pecado de mentira? A Bíblia trata o assunto com seriedade, pois quem se converteu a Cristo precisa deixar a mentira e falar a verdade (Ef 4.25; Cl 3.9). Os mentirosos constam da lista dos incrédulos, homicidas, fornicadores, feiticeiros, idólatras, dentre outros (Ap 21.8; 22.15). Na graça, o tema é tratado com profundidade implicando a vida eterna, e não envolvendo tribunais como no sistema mosaico. É desejo, portanto, de todo cristão se parecer com Jesus e é isso o que Deus espera de todos nós (1 Pe 1.15,16).

SÍNTESE DO TÓPICO IV
O cristão verdadeiro não coaduna com a fofoca ou mentira.

CONCLUSÃO

Deus se interessa pelo bem-estar de todos os seus filhos e filhas. O desrespeito pelo próximo afronta a Deus. O Senhor Jesus nos ensinou a tratar as pessoas da mesma maneira que gostaríamos de ser tratados (Mt 7.12). Que Deus nos ajude e nos guarde para que possamos viver uma vida  irrepreensível.
PARA REFLETIR
Sobre o nono mandamento:

Contra quem eu não devo mentir?
Não devemos mentir contra ninguém. A Bíblia declara que a mentira é pecado e que o Diabo é o pai da mentira.
Quais prejuízos um falso testemunho acarretará contra uma pessoa?
Os prejuízos são incontáveis. A reputação de uma pessoa pode ser destruída, lares desfeitos, carreira profissional arruinada, devido a um falso testemunho.

O que é a verdade para você?
Resposta livre. O professor poderá esclarecer ao aluno que a verdade corresponde aos fatos e permanece em oposição à falsidade. É o conhecimento da realidade que o ser humano constata.

O desrespeito contra o próximo pode afrontar a Deus?
Sim. Deus deseja que venhamos amar e respeitar o nosso próximo.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 61, p.41. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
Educação Cristã: 
Reflexões e Práticas

Esta obra tem como principal objetivo contribuir para uma reflexão mais ampla a respeito da importância da educação cristã e da prática docente nas várias escolas dominicais espalhadas pelo Brasil. Professor, não perca tempo e invista no seu ministério! Aprender nunca é tarde.
SUGESTÃO DE LEITURA
Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal

A obra expressa conhecimentos acadêmicos através de um valioso ensino bíblico que faz-nos conhecer a pessoa de Deus e sua vontade para com os homens. Nela, as principais doutrinas da Bíblia são abordadas: a autoridade da Bíblia. Trindade, Salvação, Pecado, Igreja e Escatologia, etc.

A Mensagem do
Antigo Testamento 
O Antigo Testamento é 
intimidante e confuso para muitas pessoas. Mark Dever apresenta-o com bastante clareza e criatividade. Explicando a mensagem de cada livro, levando-nos ao conhecimento do amor e do poder de Deus através de Seu povo.