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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lição 3. 19 de Outubro de 2014 O Deus que Intervém na História

Lição 3
19 de Outubro de 2014

O Deus que Intervém na História

TEXTO ÁUREO

"Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciên- cia aos inteligentes" 
(Dn 2.20,21).


VERDADE PRÁTICA

Deus intervém na história, pois sua é a terra e os que nela habitam.

HINOS SUGERIDOS 107, 162, 186

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Dn 1.8; Gn 39.7-9
A vida de Daniel lembra a de José
S
Terça  - Jó 4.12-14; Dn 10.7-9
A sabedoria de Daniel lembra a de Jó
T
Quarta - At 1.7; 1 Ts 5.1
Os tempos e as estações pertencem a Deus
Q
Quinta - Gl 4.4
A plenitude dos tempos
Q
Sexta - 1 Ts 5.20
Não desprezeis as profecias
S
Sábado - Nm 12.6
Deus fala de muitas maneiras
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Daniel 2.12-23

INTERAÇÃO

Prezado professor, estudaremos na lição de hoje o segundo capítulo do livro de Daniel. Este capítulo revela o sonho de Nabucodonosor e o seu desafio aos sábios do seu palácio. Tudo indica que o rei já sabia das habilidades dos seus magos, por isso, os desafia a contarem o sonho e sua interpretação. O que o rei desejava era  humanamente impossível. Por isso, Daniel ora e pede a ajuda do Senhor. Temos um Deus que revela os seus mistérios aos seus profetas. Daniel, com a ajuda do Senhor, reve- lou ao rei detalhes do sonho que ele vagamente lembrava. A imagem vista por Nabucodonosor representava sucessivos reinos futuros, até que o rei dos Reis venha e estabeleça o seu reino eterno.


OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer o sonho perturbador de Nabucodonosor.
Analisar a atitude sábia de Daniel perante o rei.
Compreender a interpretação do sonho de Nabucodonosor.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para explicar aos alunos o sonho de Nabucodonosor e a sua interpretação. Explane que a estátua do sonho refere-se a quatro reinos mundiais que viriam: o Império Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano. A "pedra" representava o reino eterno de Cristo. Jesus é a Rocha Eterna que desfará o império do Anticristo.



COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O segundo capítulo do livro de Daniel revela o plano divino para o povo judeu e o gentílico. Deus revelou o seu projeto soberano para os governos mundiais e mais uma vez confirmou o reino messiânico. Ao estudarmos este capítulo, veremos o reino da Babilônia atuando como o “dono do mundo” e Nabucodonosor, como o seu executor. Porém, por volta de 604 a.C., no período do apogeu da Babilônia, o rei teve um sonho perturbador que o deixou insone. Por providência divina, Nabucodonosor esqueceu o sonho e, através do Espírito Santo, Daniel o desvendou. Na terceira seção do capítulo dois (vv.17-22) veremos Deus intervindo na vida do profeta e na dos seus amigos. O desenvolvimento deste capítulo mostrará como Deus trabalha nas circunstâncias mais adversas. O nosso Pai atua na história humana para cumprir os seus desígnios!

I. O SONHO  PERTURBADOR DE NABUCODONOSOR (Dn 2.1-15)

1. O tempo do sonho  (v.1). O primeiro versículo demonstra um aparente conflito de datas. A expressão "segundo ano do reinado de Nabucodonosor" contrasta com os três anos de treinamento de Daniel e de seus companheiros descritos no primeiro capítulo.
Segundo estudiosos do Antigo Testamento, tanto os judeus quanto os babilônios contavam as frações de um ano como ano inteiro. Por isso, a vigência do terceiro ano para a cultura do reino de Judá era o segundo ano do reinado de Nabucodonosor.
2. A habilidade dos sábios é desafiada no palácio (2.2). Ao esquecer-se do sonho, Nabucodonosor desafiou as habilidades dos sábios palacianos em revelar e interpretar o que ele havia sonhado. O sonho perturbou o rei, pois Nabucodonosor suspeitava que a simbologia do que sonhara tinha relação com o reino e com o futuro do império. Naqueles tempos, os reis tinham a pretensão de ser privilegiados com sonhos divinamente inspirados (1 Rs 3.5-15; Gn 20.3). Quando sonhavam, requeriam então o trabalho dos sacerdotes adivinhos. Estes serviam à corte e interpretavam os sonhos de seus senhores. Os sacerdotes adivinhos eram também chamados de magos, astrólogos, encantadores ou apenas "caldeus" (Dn 1.4).
3. O fracasso da sabedoria pagã (2.3-13). Conforme descrito no capítulo dois, percebemos que Nabucodonosor suspeitava da lisura e honestidade dos seus magos conselheiros. Será que estes magos se aproveitavam de estrgédias para enganar e ameaçar as pessoas com palavras vãs? Esta dúvida deveria ser passada a limpo. Então o imperador desafiou-os a não somente advinhar o sonho, mas interpretá-lo. O rei decretou ainda a pena capital para todos os sábios do palácio caso não desvendassem o sonho. Diante do desafio, os magos revelaram-se incapazes de decifrar o sonho do rei Nabucodonosor, bem como saberem o seu conteúdo. O problema era que, por serem nobres, Daniel e os seus amigos poderiam ser igualmente atingidos por esse decreto.

SINOPSE DO TÓPICO (1)

O rei desafiou a habilidade de seus sabios, não revelando o conteúdo do seu sonho. Os sábios tentaram, mas não conseguiram revelar o sonho do monarca e  seu significado

II. A ATITUDE SÁBIA DE DANIEL (2.16-30)

1.  A  c autela de  Daniel (vv.16-18). Daniel entrou na presença do rei e pediu-lhe um tempo para desvendar o sonho. O objetivo era receber a resposta de Deus acerca do conteúdo do sonho de Nabucodonosor. O profeta Daniel não agiu isoladamente. Antes, procurou os seus amigos Hananias, Misael e Azarias para juntos orarem a Deus pedindo-lhe orientação espiritual sobre o assunto, a fim de que eles não perecessem com os sábios da Babilônia.
A ousadia da fé do profeta, demonstrada neste episódio, ilustra-nos quão essencial é para o crente viver uma vida de confiança e inteira dependência de Deus. Há coisas na vida do crente que demandam oração perseverante. Para obtermos resposta do Senhor, a oração ainda é o canal mais eficaz (Mt 6.6).
2. Deus  ainda  revela mistérios (vv.19 -27).  Depois de Daniel e os seus companheiros terem buscado a Deus em ora-
ção, o Senhor revelou o que o rei havia sonhado e também o que o sonho significava. Daniel exaltou e alegrou-se em Deus porque o Altíssimo inter veio na história humana. Quem pode livrar como o Senhor? Quem pode impedir a sua ação? Sábio algum do mundo! Ninguém poderia perscrutar o pensamento e a consciência de um homem poderoso como o rei da Babilônia. Mas o Senhor dos Exércitos não só podia como o fez. Ele é o Criador; o homem, criatura! O mundo está sob a providência de Deus, pois Ele tem poder de mudar os tempos e as estações do ano, de remover e estabelecer reis. Ele conduz a história humana (v.21; At 1.7)!
3. O caráter profético do so n ho  de  Nabucodonosor (vv.28,29). O que foi revelado ao profeta Daniel? Em síntese, Deus mostrou que o sonho do rei dizia respeito a Babilônia, bem como aos acontecimentos futuros envolvendo outros reinos. A expressão "fim dos dias" merece ser destacada. Segundo a escatologia judaica, essa é uma expressão do Antigo Testamento que significa o espaço de tempo, desde o início do cumprimento da profecia no império babilônico até o estabelecimento do reinado de Cristo na terra. Outro ponto digno de nota é que Daniel não expressa nenhum interesse de ter os créditos da revelação. Para o profeta, a revelação do mistério é mérito somente de Deus. A glória pertence ao Todo-Poderoso que, pela sua imensurável graça, desvenda os mistérios terrenos e espirituais aos pequeninos deste mundo.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Daniel foi sábio e humilde ao pedir a ajuda do Todo-Poderoso, pois somente Ele tem poder para revelar o futuro

III. DANIEL CONTA  O SONHO  E INTERPRETA-O (2.31-45)

1. A correta descrição do sonho  (vv. 31-35).  O sonho do imperador babilônico era profético. Nabucodonosor viu uma estátua (v.32) constituída por uma cabeça de ouro; peito e braços de prata; ventre e coxas de cobre; pernas de ferro (v.33); e pés de ferro e de barro (v.33). O versículo 34 relata "uma pedra que foi cortada, sem mãos" a qual feriu os pés da estátua, destruindo-a completamente.
Os quatro impérios pagãos, mencionados simbolicamente na profecia já existiram, comprovando a veracidade da visão profética. Todavia, a visão da "pedra que foi cortada, sem mãos" ainda não se cumpriu, pois trata-se do reino universal de Jesus Cristo que ainda não foi literalmente estabelecido.
2. A interpretação dos elementos materiais da  grande estátua (2.34-45).
a )  "A cabeça de ouro " (vv.32,36-38). Exemplif icava o reino da Babilônia. Nabucodonosor a governou por 41 anos e a transformou no império mais poderoso da época.
b) "O peito e os braços de prata" (vv.32,39). Trata-se do império Medo-Persa. Os dois braços ligados pelo peito representam a união dos Medos e dos Persas.
c)  " Ventre  e  os qu a dris" (vv.32,39). Retrata o império Grego. Foi Alexandre Magno que dominou o mundo inteiro constituindo assim um dos impérios mais extensos na história da humanidade até a sua morte prematura.
d) "Pernas de ferro" (v.33,40-43). Refere-se ao último império da história, o romano. Os pés de ferro e barro indicam a fragilidade deste império. A mistura entre ferro e barro não ocorre. O império romano, por um lado era poderoso (ferro), mas por outro, frágil e decadente (barro).
3. "A pedra  cortada, sem ajuda  de mãos" (2.45). Esta "pedra" representa o reino de Cristo intervindo nos reinos do mundo. Cristo é a pedra cortada que desfará o poder mundial do Anticristo (Dn 2.45; Sl 118.22; Zc 12.3). A pedra cortada vinda do monte significa, figuradamente, a vinda do Rei esmiuçando o domínio imperial e pagão deste século (Dn 2.44,45). Cristo é quem regerá as nações para sempre!

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Com a ajuda do Altíssimo, Daniel pôde revelar o sonho ao rei e a sua interpretação.

CONCLUSÃO

A revelação da estátua provou ao rei Nabucodonosor a soberania do Deus de Israel. Nação a qual o rei havia levado em cativeiro, destruído a Cidade Santa e o seu Templo (2 Cr 36.11-23). O Deus desta nação revelou a Daniel e aos seus companheiros o futuro dos impérios ao longo da existência humana (Dn 2.46-49). Nabucodonosor compreendeu isto. E nós? O quanto valorizamos e amamos o Deus soberano?



AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI

Subsídio Teológico
"Nabucodonosor sonha com uma estátua
A primeira profecia de Daniel foi acerca de Nabucodonosor. Tratava dos detalhes de um sonho que o rei tivera e de sua interpretação. Era um sonho sobre os futuros poderes do mundo. A cabeça de ouro era a Babilônia; o peito e os braços representavam os Medos e os Persas. Os quadris de bronze representavam a Grécia, e as pernas e os pés simbolizavam o Império Romano, em seu auge e declínio. Por fim, surge uma 'pedra'. A  pedra representava o Messias de Israel, que feriria 'a estátua nos pés de ferro e de barro', esmiuçando-os (2.34). Deus então estabeleceria o seu reino, 'que não será jamais destruído', referindo-se ao futuro reino messiânico de Cristo (2.44).
Esta profecia transpôs o âmbito histórico e mostrou que certas características em cada uma dessas nações levariam ao reino milenial. Com o sonho de Nabucodonosor, Deus revelou o propósito de toda a história através de Daniel. Nenhum outro profeta recebeu revelação tão completa e precisa" (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5. ed. Rio de  Janeiro: CPAD, 2013, pp.175-76.).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico
"A  pedra  bateu  violentamente nos  pés  da estátua e esmiuçou-a (2.45)
Quatro vezes está dito que a pedra esmiuçou a imagem (vv. 34,40,44,45). Portanto, o mundo não findará convertido pela pregação do Evangelho, mas destruído com violência sobrenatural na vinda de Jesus. Isso ocorrerá em Amargedom, durante o domínio mundial das dez nações confederadas sob o Anticristo (Ap 17.11-13 com 19.11-21).
No versículo 34, vemos que a pedra feriu a estátua nos pés, e em seguida destruiu a cabeça, o peito, o ventre, e as pernas. Isto indica que todas as formas de governo representadas por essas partes da estátua existirão sob a Besta, no futuro!
O Mercado Comum Europeu já é uma realidade. Para a organização dos Estados Unidos da Europa basta apenas um passo" (GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse: Como entender o plano de Deus para os últimos dias. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1984, p. 21)



BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ZUCK, Roy B (Ed). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.


SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
 nº 60, p.37.

EXERCÍCIOS

1. O que revela o segundo capítulo do livro de Daniel?
R. O segundo capítulo do livro de Daniel revela o plano divino para o povo judeu e o gentílico.

2. Como também eram chamados os sacerdotes adivinhos?
R. Os sacerdotes adivinhos eram também chamados de magos, astrólogos, encantadores ou apenas "caldeus" (Dn 1.4).

3. Qual era o objetivo de Daniel ao pedir um tempo ao rei?
R. O objetivo era receber a resposta de Deus acerca do conteúdo do sonho de Nabucodonosor.

4. O que a ousadia da fé de Daniel demonstra no episódio do sonho do rei?
R.  A ousadia da fé de Daniel, demonstrada neste episódio, ilustra-nos quão essencial é para o crente viver uma vida de confiança e inteira dependência de Deus.

5. Qual é a interpretação dos elementos materiais  da grande estátua?
R. "a) A cabeça de ouro" (vv.32,36-3 8 )  exemplificava o reino da Babilônia; b) "O peito e os braços de prata" (vv.32,39) império Medo-Persa; c) "Ventre e os quadris" (vv.32,39) retrata o império Grego. d) "Pernas de ferro" (v.33,40-43) refere-se ao último império da história, o romano