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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Lição 10. 9 de Março de 2014 " As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas"



9 de Março de 2014

As Leis Civis Entregues por Moisés aos Israelitas

TEXTO ÁUREO

"Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração" 
(Sl 94.15).


VERDADE PRÁTICA

Deus é justo e deseja que o seu povo aja com justiça.

HINOS SUGERIDOS 15, 151, 384

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 21.1-16
Leis acerca dos servos e dos homicidas

Terça - Êx 21.17
Lei acerca de quem amaldiçoar os pais

Quarta - Êx 21.18,19
Lei acerca de quem fere uma pessoa

Quinta - Êx 22.1-15
Leis acerca da propriedade

Sexta - Êx 23.1,2
Leis acerca do falso testemunho 

Sábado - Êx 23.3-9
Leis acerca da injustiça social

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 21.1-12

INTERAÇÃO
Os capítulos 20.22 - 23.33 do livro do Êxodo versam sobre leis que regeram as esferas civis e litúrgicas na história judaica, isto é, elas legislavam tanto a vida da sociedade israelita quanto o sistema de culto ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, "essas leis, que eram principalmente civis em sua natureza, tinha a ver somente com Israel, sua religião e as condições e circunstâncias prevalecentes naquele período". Entretanto, "os princípios existentes nessas leis - tais como o respeito à vida, apego à justiça e à equidade - são eternamente válidos" (p.150). Precisamos interpretar a Palavra de Deus de maneira equilibrada, não confundido e aplicando a literalidade da Lei de uma nação à Igreja. 

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Estudar o processo de promulgação das leis de caráter civil e religioso.

Analisar as leis acerca dos crimes das propriedades em Israel.

Compreender o caráter social das leis promulgada por Moisés.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Caro professor, reproduza o esquema elaborado abaixo tirando cópias ou usando a lousa. Use este recurso para concluir a lição desta semana, de modo que os seus alunos recapitulem as leis apresentadas no texto bíblico. Não se esqueça de explicar-lhes sobre o cuidado de compreenderem a particularidade dessas leis civis e religiosas para a nação de Israel e os princípios eternos que podem e devem influenciar a Igreja de Cristo.
COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Deus entregou a Israel o Decálogo e algumas leis civis que regeriam aquela nação. O Decálogo pode ser considerado, em nossos dias, à nossa legislação constitucional, civil e penal. Tanto no seu caminhar no deserto, como depois já em Canaã, o povo de Israel viveu rodeado de povos ímpios, incrédulos, idólatras, perversos, enfim, grandes pecadores contra o Senhor e contra o próximo. Como nação, o povo precisava de leis que os orientasse e os levasse a uma convivência ideal. 
Na lição de hoje, estudaremos algumas destas leis e a sua aplicação, tendo como referencial no Novo Testamento passagens como Mateus 5 a 7 e Romanos 12 e 13. 

I. MOISÉS, O MEDIADOR DAS LEIS DIVINAS

1. O mediador (Êx 20.19-22). Deus falou diretamente com o seu povo. Todavia, eles temeram e não quiseram ouvir a voz do Todo-Poderoso diretamente. Então, os israelitas disseram a Moisés: "Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos." Diante do Senhor o povo reconhecia as suas iniquidades e fragilidades. 
Moisés foi o mediador entre o povo e Deus. Hoje, Jesus é o nosso mediador. Sem Cristo não podemos nos aproximar de Deus nem ouvir a sua voz (1 Tm 2.5). 
2. Leis concernentes à escravidão (Êx 21.1-7). As leis civis foram dadas a Israel tendo em vista o meio e a condição social em que viviam. O Senhor nunca acolheu a escravidão, mas, já que ela fazia parte do contexto social em que Israel vivia, era preciso regulamentar esta triste condição social. Deus ordenou que o tempo em que a pessoa estaria na condição de escravo seria de seis anos (Êx 21.2). Segundo o Comentário Bíblico Beacon, "a lei não exigia que houvesse escravidão, mas visto que existia, estas leis regulamentares regiam a manutenção das relações certas". O Senhor sabia da existência da escravidão, porém, Ele nunca aprovou esta condição. 
3. Ricos e pobres (Dt 15.4-11; Jo 12.8). Deus sustentou o seu povo durante sua caminhada no deserto. Agora, quando entrassem na terra, deveriam trabalhar, e haveria entre os israelitas ricos e pobres. O contexto era outro. Em geral, a pobreza era resultado de catástrofes naturais, problemas com as colheitas, guerras e rebeldia do povo em obedecer aos mandamentos divinos. Deus sempre quer o melhor para o ser humano, que Ele criou e abençoou (Gn 1.27,28). Isso abrange os pobres: "Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas" (Is 1.17). 
Uma parte do ministério de vários profetas que Deus levantou no Antigo Testamento era denunciar e advertir os israelitas contra a injustiça social e trabalho mal renumerado e opressão dos ricos e poderosos.

SINOPSE DO TÓPICO (1)

Assim como Moisés fez a mediação entre Deus e Israel, Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.

II.  LEIS ACERCA DE CRIMES
1. Brigas, conflitos, lutas pessoais (Êx 21.18,19). Deus criou o homem, logo, Ele conhece bem a sua natureza. Para orientar o povo em casos de agressões e brigas, o Senhor determinou leis específicas. Na Nova Aliança, aqueles que já experimentaram o novo nascimento, pelo Espírito Santo (Jo 3.3), não devem se envolver em brigas, disputas e contendas, pois a Palavra de Deus nos adverte: "E ao servo do Senhor não convém contender" (2 Tm 2.24). Na igreja de Corinto faltava comunhão fraterna e em seu lugar havia disputas e contendas. Paulo denunciou e criticou duramente os coríntios por esta falta (1 Co 6.1-11).  
2. Crimes capitais. Deus já havia ordenado no Decálogo: "Não matarás" (Êx 20.13). Na expressão "não matarás", o verbo hebraico exprime a ideia de matar dolosamente, perfidamente, por traição. 
Na Antiga Aliança, o sistema jurídico era bem intolerante com os transgressores: "olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé". Todavia, havia casos onde a morte era, na verdade, uma fatalidade. Pouco depois, Deus, em sua misericórdia e bondade, estabeleceu as "cidades de refúgio", para socorrer aqueles que cometessem homicídio involuntário, ou seja, morte acidental (Nm 35.9-11). As cidades de refúgio apontavam para Jesus Cristo, nosso abrigo e socorro. Elas também serviam para evitar que as pessoas fizessem vingança com as próprias mãos. 
3. Uma terra pura. Deus libertou seu povo da escravidão e os estava conduzindo para uma nova terra. As leis serviriam para ensinar, advertir e impedir que o povo Israel profanasse Canaã (Nm 35.33,34). 

SINOPSE DO TÓPICO (2)

As leis acerca de crimes versavam sobre as brigas, conflitos, lutas pessoais e crimes capitais.

III. - LEIS CONCERNENTES À PROPRIEDADE

1. O roubo (Êx 22.1-15). A ovelha e o boi são citados porque os israelitas eram um povo pastoril, rural. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "tais leis visavam proteger a nação e organizá-la e voltar sua atenção para Deus". O Senhor havia retirado os israelitas do Egito, porém, o "Egito" não saiu da vida de muitos deles. Por isso eram necessárias leis rígidas quanto ao direito do próximo e a propriedade privada, sabendo-se que toda a terra é do Senhor; nós somos apenas inquilinos nela (Dt 10.14).  
2. Profanação do solo e o fogo (Êx 21.33,34; 22.6). Naquelas terras e naqueles tempos era comum os habitantes perfurarem ou escavarem o solo em busca de água para o povo e os animais e as lavouras. Quem fizesse tal abertura no solo era também responsável pela sua proteção para a prevenção de acidentes. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, "estas normas ensinavam o cuidado e promoviam o respeito pelos direitos de propriedade dos outros". Atualmente muitas reservas ecológicas são queimadas e espécies em extinção eliminadas pela ação inconsequente, criminosa e irresponsável daqueles que se utilizam dos recursos naturais de forma indevida. 

SINOPSE DO TÓPICO (3)
As leis concernentes ao direito de propriedade garantiam o direito do próximo à terra. Todavia, a terra é do Senhor e os seres humanos são apenas os seus mordomos.

CONCLUSÃO

As leis abordadas nesta lição foram entregues a Israel, porém, aprendemos com os conceitos destas leis a respeitar a vida e os direitos do próximo. Quando os direitos do próximo não são respeitados, a convivência em sociedade se torna um verdadeiro caos. 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Exegético
"Uma das formas mais frequentes de servidão na Mesopotâmia daqueles dias era a escravidão por dívidas. O art. 117 do Código de Hamurabi, na primeira fase da prótese, afirma que se um awilum [o homem livre o seu proprietário] foi acometido de dívidas e tornou-se inadimplente e vendeu ou entregou em serviço pela dívida a sua esposa, seu filho ou a sua filha, o prazo máximo de trabalho seria de três anos [...]. 
Entre os judeus o escravo era considerado uma mercadoria de altíssimo valor. Caso um deles fosse ferido por um boi, receberia como indenização o valor de trinta ciclos de prata (Êx 21.32). O legislador hebreu procura, se não impedir, atenuar a violência contra os escravos, determinando que se um proprietário de escravo maltratasse o seu servo e este viesse a sofrer algum dano físico, o amo do agredido deveria alforriá-lo. Eventualmente, se o escravo morresse em decorrência da agressão sofrida, o senhor intolerante deveria ser castigado (Êx 21.20,26,27) (BENTHO, Esdras Costa. A Família no Antigo Testamento: História e Sociologia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.174-75).

VOCABULÁRIO

Dolosamente: Que atua com dolo e engano, intencionalmente.
Prótese: Acréscimo de um elemento fonético (sílaba ou som) no início de um vocábulo, sem alteração do significado (p.ex. abagunçar, de bagunçar).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. 
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 57, p.41.

EXERCÍCIOS

1. Quem foi o mediador entre os israelitas e Deus?
R. Moisés.

2. De acordo com a lição, a pobreza em Israel era decorrente de quê?
R. Em geral, a pobreza era resultado de catástrofes naturais, problemas com as colheitas, guerras e rebeldia do povo em obedecer aos mandamentos divinos.

3. Qual a advertência da Palavra de Deus em o Novo Testamento quanto às contendas e disputas?
R. "E ao servo do Senhor não convém contender" (2 Tm 2.24).

4. Como era o sistema jurídico na Antiga Aliança com respeito aos transgressores?     
R. O sistema jurídico era bem intolerante com os transgressores: "olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé". 

5. Qual era o objetivo das leis concernentes à propriedade?
R. Proteger a nação e organizá-la e voltar a sua atenção para Deus.

Um comentário:

  1. Os verdadeiros 10 mandamentos (Exodo 34):
    1. Derrotar os amorreus, os cananeus, os heteus, etc, etc!!!
    2. Não adorarás a nenhum outro deus;
    3. Não farás para ti deuses de fundição.
    4. A festa dos pães ázimos guardarás;
    5. Tudo o que abre a madre (primogénitos) é meu
    6. Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás;
    7. Guardarás a festa das semanas;
    8. Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã.
    9. Os primeiras frutos da terra trarás à casa do Senhor teu Deus.
    10. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

    http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2009/04/moises-e-idolatria.html

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